quinta-feira, 23 de abril de 2015

Ordenação de Mulheres ao Ministério da Palavra?

 

1. Introdução

A questão da ordenação de mulheres ao ministério da Palavra tem sido objeto de discussão por parte de muitas pessoas em igrejas e seminários. É um assunto tão delicado que alguns preferem nem mesmo se pronunciar sobre ele. Normalmente, esse tema tem sido discutido mais sob a ótica cultural dos tempos bíblicos em relação ao tempo atual e dos direitos de igualdade entre homem e mulher. Por isso mesmo tem causado constrangimento em alguns meios, tornando-se um assunto melindroso. O debate tem sido mais em torno desses aspectos culturais e pessoais do que necessariamente exegético e talvez seja essa a razão do incômodo.
As posições giram sempre em torno de três opções: A primeira diz que mulher pode ser pastora; a segunda declara que a mulher não pode ser pastora e, a terceira afirma que não tem posição. De forma geral, aqueles que defendem a ordenação feminina ao pastorado usam argumentos baseados no avanço da civilização, na modernização dos tempos, no progresso humano e a crescente participação da mulher em outras áreas da sociedade. Nessa mesma linha, outros consideram simplesmente inevitável que as mulheres sejam ordenadas pastoras, pois, segundo pensam, essa é uma tendência irreversível. Naturalmente, ainda há aqueles que pensam sob o ponto de vista da igualdade e analisam a nova sociedade que Cristo construiu, fazendo de ambos um só povo, onde não há distinção entre homem e mulher (Ef 2.14-16). Do segundo grupo, que é contrário à ordenação das irmãs, alguns são simplesmente machistas e não ponderam o assunto com sobriedade e acabam relegando às mulheres uma posição quase humilhante. Alguns simplesmente ignoram as questões mais simples da teologia, sociologia, entre outras, para oferecer uma posição consistente. O terceiro grupo está dividido entre aqueles que temem ser dogmáticos por não encontrarem subsídios e aqueles que não se importam com o assunto, como se isso não lhes dissesse respeito ou fosse importante.
No entanto, esse artigo deseja desafiar o leitor a uma reflexão teológica do assunto. Apesar de reconhecer que todos devem sempre considerar os tempos e as mudanças culturais, creio que a Bíblia deva ser sempre o primeiro e último escrutínio para uma decisão assim. Como pastores, nosso espírito precisa ser bíblico, mesmo que isso implique em posicionamentos contrários à cultura ou à tendência por mais inevitável que seja. A voz profética, aliás, nem sempre obteve respaldo da moda. Tendo como base os escritos de alguns autores comprometidos com a Bíblia, quero propor a análise de determinados textos sagrados para provocar uma reflexão consistente em cada um (pelo menos que sirva de ponto de partida), para depois chegar a uma conclusão.

2. Passagens consideradas a favor da ordenação feminina

Em primeiro lugar vamos olhar para algumas passagens bíblicas que muitas vezes são usadas para sustentar a possibilidade da ordenação feminina ao ministério pastoral. A primeira delas é Romanos 16.7 - aqui, em sua saudação à Igreja de Roma, Paulo menciona uma pessoa por nome Júnias, que era notável entre os apóstolos. Algumas correntes tomam esse texto para argumentar que Júnias era uma mulher que exercia o ofício apostólico. Antes de mais nada, porém, duas perguntas devem ser feitas: a) seria esse um nome feminino? b) a expressão "notável entre os apóstolos", significa que Júnias era um dos apóstolos ou significa que os apóstolos tinham Júnias em alta conta?
Ao que tudo indica, parece que Júnias era nome tanto de homem quanto de mulher no período neotestamentário. O conhecido pastor e teólogo batista Russell Shedd declara que "não é possível determinar através do original se o segundo nome é feminino ou masculino". Alguns autores lembram que Epifânio relata que Júnias se tornou bispo de Apaméia. Outro dos antigos pais da Igreja, Orígenes, também faz referência em seu comentário em latim à carta aos Romanos a Júnias, mas, no masculino. De forma conclusiva, no entanto, a única coisa de que se tem certeza no texto de Romanos 16.7 é que Júnias era uma pessoa que ajudou o apóstolo em seu ministério. Qualquer exegeta sabe que fica muito difícil tomar o apoio de uma passagem tão frágil como essa para fazer uma sustentação doutrinária.
Uma outra passagem muito usada para apoiar a visão da ordenação feminina é Gálatas 3.28, que declara: "não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus". É, de fato, um texto muito atraente e muitos encontram nele o respaldo para sua posição, fazendo uso dele para dizer que Cristo aboliu toda a diferença entre homem e mulher. Para eles, Cristo quebrou a maldição de Gênesis sobre a mulher, e agora dá, também a ela, o direito de ter as mesmas funções eclesiásticas que os homens.
Como sempre, a boa exegese sempre nos leva a fazer uma pergunta ao texto. Nesse caso específico, a melhor pergunta a ser feita seria: Nesse texto o apóstolo Paulo está falando da abolição da subordinação feminina e de igualdade de funções ministeriais entre homem e mulher? A resposta pode começar a ser encontrada no contexto de Gálatas. Ao que tudo indica, Paulo escreveu essa carta para responder a questões levantadas sobre a nossa justificação diante de Deus. Sua afirmação central é a de que todos, independente da sua raça, cor, posição social e sexo, são recebidos por Deus da mesma maneira: pela fé em Cristo. Definitivamente Gálatas 3.28 não está tratando do desempenho de papéis na igreja e na família, mas da nossa posição diante de Deus. A salvação em Cristo justifica igualmente homens e mulheres diante de Deus, mas não altera o papel de ambos estabelecido previamente na Criação. O pastor e teólogo presbiteriano Augustus Nicodemus afirma que "o assunto não são as funções que homens e mulheres desempenham na Igreja de Cristo, mas a posição que todos os que crêem desfrutam diante de Deus".
É importante sempre ter em mente que a questão da subordinação feminina tem sua base na Criação (Gênesis 1 e 2) e não na Queda (Gênesis 3). A cruz de Cristo aboliu as diferenças cerimoniais para que todos pudessem aproximar-se de Deus, mas em nenhum momento pôs um término nas funções ou papéis fundamentais do homem e da mulher estabelecidos por Deus muito antes da Queda. Para o Dr. Shedd "no reino de Deus, homem e mulher são iguais; na natureza, são interdependentes, na sociedade, igreja e família, a mulher se submete". A igualdade que hoje há em Cristo não afetou ou alterou o papel do homem ou da mulher. O marido continua sendo o cabeça e a mulher continua sendo submissa. Essa posição honrosa de ambos contribui inclusive para o entendimento da nossa eclesiologia. É o paralelo do casamento humano com as bodas de Cristo e sua igreja, a noiva (1Co 11.7-10; Ef 5.22-24 e 1Tm 2.12-15).
Há ainda um outro fator a ser observado. Aquilo que é bom para a Igreja é bom para a sociedade também. No coração de uma mulher cristã deveria haver o sentimento de promover a liderança de seu marido, bem como no coração de um homem cristão deveria haver o sentimento de liderar sua esposa em amor. Esse sentimento de submissão "no temor de Deus" (Ef 5.21) deveria ser o tom do "bom andamento da vida", como sugere o Dr. Russell Shedd. Para ele esse compasso de submissão deveria existir naturalmente no lar, "da esposa para o marido, dos filhos aos pais", e também "no emprego, dos empregados aos chefes", todos, enfim, refletindo a submissão "da Igreja para o seu Mestre, Cristo". A deterioração desse valor dentro da Igreja tem afetado em grande parte as famílias por todo o mundo. A Igreja tem a oportunidade de colocar-se como um padrão diferente do mundo, mas infelizmente tem se adaptado com muita facilidade às suas pressões. O pastor batista John Piper declara que "na igreja, a redenção em Cristo deu a homens e mulheres bênçãos iguais da salvação; no entanto, alguns papéis do governo e ensino dentro da igreja permanecem restritos aos homens". Assim, esse texto de Gálatas também não deve ser utilizado como base teológica para o ministério pastoral feminino.
Uma terceira passagem ainda muito usada para sustentar a ordenação feminina ao ministério pastoral é Atos 2.16-18, quando Pedro cita o profeta Joel dizendo que, "vossas filhas profetizarão e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito". Esse texto é usado para dizer que, assim como os homens, as mulheres também receberam o Espírito Santo de Deus e, portanto, podem exercer as mesmas funções que eles. Em primeiro lugar, deve-se notar o paradoxo dessa defesa, pois, para se reclamar igualdade aqui, dever-se-ia antes, reclamar igualdade lá. O texto diz que elas receberam o Espírito, sim, mas não diz que elas exerceram ministério pastoral. Pelo menos, é o que o "silêncio da Bíblia" indica. Se as mulheres exerceram os mesmos ministérios que os homens no período da igreja apostólica, por que não há nenhuma menção no Novo Testamento de apóstolas, presbíteras, pastoras ou bispas? Por todo o Novo Testamento não se encontra qualquer recomendação apostólica nesse sentido. Nem uma sequer! As cartas conhecidas como "Pastorais", em que Paulo instrui Timóteo e Tito, e que são usadas como texto base para a ordenação dos oficiais da Igreja, nada falam quanto à ordenação de mulheres. O conhecido pastor e escritor John Piper (Bethlehem Baptist Church, em Minneapolis, EUA) lembra que todos os dons são dados tanto a homens como a mulheres, mas os ofícios, não, e essa distinção (entre dons e ofício) precisa estar em nossa mente. Uma simples leitura das qualificações exigidas por Paulo em 1 Timóteo 3.1-7 e Tito 1.5-9 transmite a clara impressão de que o apóstolo tinha em mente a ordenação de homens. E ninguém pode alegar que era uma questão cultural ou machismo da parte do apóstolo. Ele não apenas reconhecia a igualdade do ser humano diante de Deus e a importância do trabalho feminino no Reino, mas também sempre lutou para proteger a mulher dentro daquela sociedade machista. Ele tinha questões teológicas em mente.
Mais uma vez, então, a pergunta que deve ser feita ao texto em questão é: o fato de as mulheres receberem o Espírito Santo significa obter autorização para a ordenação ministerial? O Dr. Nicodemus lembra que o texto fala de profecia, sonhos e visões e, bem sabemos, que esses fenômenos podem acontecer sem que a pessoa seja ordenada. Essa passagem não é um texto que traz qualificações para o ministério pastoral. Apesar de ter havido profetizas na igreja apostólica, como as quatro filhas de Filipe (At 21.9; cf. 1Co 11.5), em nenhum lugar diz que elas eram pastoras.
Basicamente essas são as passagens utilizadas para sustentar a ordenação feminina ao pastorado. Mas elas devem ser analisadas com atenção, pois o fato de terem recebido os dons do Espírito (inclusive aqueles relacionados com o ensino), nenhum dos textos traz sustentação para que elas sejam ordenadas. Quando Cristo desejou estabelecer pastores para sua Igreja, ele nos deixou o registro bíblico de homens sendo incumbidos dessa função. Mesmo sendo um Senhor gracioso que considera todos iguais para receberem misericórdia e graça; que ama indistintamente suas ovelhas e morreu por todas de igual forma, ele não mencionou mulheres como pastoras. Ele as amou, serviu e foi servido por elas. Não as ignorou, mas, pelo contrário, foi-lhes um protetor num mundo desigual. Foi o libertador de tantas opressões que elas sofriam, mas nada falou sobre serem pastoras. Além disso, a igreja sempre declarou ser sustentada sobre o ensino dos apóstolos e eles, da mesma forma, não parecem sustentar essa posição.
Todos os textos acima demonstram que as mulheres cristãs, juntamente com os homens, participam da graça de Deus, e dos dons do Espírito, sem restrições. Entretanto, toda boa homilética afirmará que elas nada têm a dizer sobre ordenação ao ministério pastoral, nem a favor, nem contra, pois tratam de outros assuntos, não podendo ser usadas para sustentar essa posição. Há, todavia, pelo menos três passagens bíblicas que oferecem princípios sobre o assunto por tratarem do ensino e, aparentemente, impõem restrições à ordenação pastoral feminina e que por essa razão também devem ser analisadas.

3. Passagens consideradas contra a ordenação feminina

A primeira delas é 1 Coríntios 11.2-16. Aqui Paulo aborda o problema causado por algumas mulheres que estavam orando, profetizando (e provavelmente falando em línguas) com a cabeça descoberta, isto é, sem o véu, contrariando assim o costume das igrejas cristãs primitivas (v. 16). O contexto nos leva a entender que algumas mulheres daquela comunidade estavam fazendo reivindicações, mas tinham um espírito contencioso (v. 16). O apóstolo naturalmente não nega à essas mulheres a participação no culto, mas insiste que elas usem o véu - uma expressão cultural que reflete o princípio permanente da subordinação feminina (11.5,6,10,14). O apóstolo indica que, nos cultos, a participação delas deveria ser vista como um sinal de que estavam debaixo da autoridade eclesiástica masculina (v.10). Em outras palavras, embora Paulo permita que a mulher profetize e ore no culto público, ele requer dela que se apresente de forma a deixar claro que está debaixo de autoridade, no próprio ato de profetizar ou orar.
Isso pode ser confuso e soar como "politicamente incorreto" caso não tenhamos um coração espiritualmente disposto nas mãos do Senhor. No texto em questão, Paulo argumenta teologicamente, a partir da subordinação de Deus Filho a Deus Pai. A subordinação da mulher ao homem não a torna inferior. Assim como Pai e Filho, que são iguais em poder, honra e glória, desempenham papéis diferentes na economia da salvação (o Filho submete-se ao Pai), homem e mulher se complementam no exercício de diferentes funções, sem que nisso haja qualquer desvalorização. Para o professor de Novo Testamento, Dr. Thomas Schreiner, "uma vez que Paulo apela à relação entre os membros da Trindade, fica claro que ele não olha para as relações descritas neste texto como meramente cultural". Paulo ainda recorre ao relato da Criação em Gênesis 2, desejando mostrar que a mulher não é inferior, mas, sim, a glória do homem (vv.8-9). Paulo vê nos detalhes da Criação uma ordenação divina quanto aos diferentes papéis do homem e da mulher. O fato, por exemplo, de termos de ser submissos às autoridades civis não nos torna inferiores. A própria Bíblia ordena essa submissão (Rm 13.1-5; 1 Pe 2.13-17). Também os filhos não são inferiores a seus pais, mas lhes devem submissão (Ef 6.1). Como bem lembrou o Dr. Nicodemus, "o conceito de subordinação de uns a outros tem a ver apenas com a maneira pela qual Deus estruturou e ordenou a sociedade, a família e a igreja".
Logo se percebe a importância de 1 Coríntios 11 para a questão desse debate sobre a ordenação feminina. A mulher deve estar debaixo da autoridade espiritual exercida pelo homem e, ao participar do culto, não pode exercê-la sobre ele. Ao comentar essa passagem, o Dr. Shedd afirma que "com o véu" (sinal de submissão), "a esposa protegia sua própria dignidade". Alguém, então, poderia argumentar que deveríamos voltar a usar o véu como era o caso da igreja em Corinto. Mas o véu, no entanto, era apenas a maneira grega do século I de demonstrar subordinação. Não é necessário usar o véu hoje, mas o princípio da subordinação continua. O apóstolo defende a participação diferenciada da mulher no culto usando argumentos permanentes, que transcendem cultura, tempo e sociedade, como a distribuição ou economia da Trindade (v.3), o modo pelo qual Deus criou o homem (vv.8-9) e ainda apelando para o costume das igrejas cristãs em geral (v.16). Para o Dr. Shedd "Paulo apela para princípios. Usar ou não véu depende do que significa para a época ou sociedade atual". Além disso, é bom notar que 1 Coríntios 11 começa lembrando aos leitores que as questões de autoridade, submissão e ordem no culto público deveriam ser tratadas com uma instrução apostólica (v.2). O parágrafo termina afirmando que "ser contencioso" (como algumas mulheres de Corinto) não era um "costume" apostólico, nem deveria ser em nenhuma "igreja de Deus" (v.16).
Uma segunda passagem é encontrada no mesmo livro (1Co 14.33b-38), indicando uma seqüência dentro de um mesmo tema: a ordem no culto público. "... Como em todas as igrejas dos santos. As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja" (vv. 33b-35).
A frase, "não lhes é permitido falar", tem conotação de autoridade. Elas podiam falar nos cultos, mas não de forma a parecerem insubmissas, como mostra o verso 34b. Paulo também cita "a lei", que é o Antigo Testamento. No contexto imediato, Paulo fala do julgamento dos profetas no culto (v. 29), o que envolveria certamente questionamentos, e mesmo a correção dos profetas por parte da igreja reunida. Para o professor de Novo Testamento e autor reconhecido internacionalmente, Dr. D. A. Carson há aqui uma alusão à Criação que deve ser observada universalmente. Paulo está possivelmente proibindo que as mulheres questionem ou ensinem os profetas em público. Certamente havia na igreja de Corinto um problema de arrogância jactanciosa por parte de algumas mulheres.
Assim como em 1Co 11.16, aqui também a determinação de Paulo está de acordo com o espírito cristão em todas as demais igrejas (14.33b). Portanto, não é local. Sua ordem está conforme a "lei", (14.34b) e deveria ser entendida como um "mandamento do Senhor" e esse mandamento seria prontamente reconhecido pelos "espirituais" (14.37). Mais uma vez o Dr. Carson lembra que existe uma seqüência lógica tratada por Paulo desde o capítulo 11 e todo o tempo o apóstolo tem de advertir os coríntios que existe uma prática em todas as igrejas de Deus que deveria também ser observada por eles. Eles estavam tão orgulhosos de suas revelações que já começaram a agir diferentemente do padrão cristão. "Por que eles deveriam ser diferentes?" pergunta Carson. Na prática os coríntios deveriam se portar como as demais igrejas (14.33b) e na teologia também (14.36), pois Deus não teria dado uma doutrina diferente para aquela igreja em especial. Paulo, assim, não estaria estabelecendo um padrão apenas para aquela igreja, mas lembrando-lhe de que ela deveria seguir um padrão já estabelecido em todas as demais igrejas. O Dr. Russell Shedd, por sua vez, é muito objetivo ao comentar essa passagem. Para ele, "muitos dos abusos na igreja se devem às mulheres, geralmente mais dominadas por experiências psíquicas". Carson acredita que essas instruções são "para o nosso bem".
Uma terceira passagem é 1 Timóteo 2.11-15. Aqui vemos a palavra de Paulo para que "a mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição". A ordem apostólica não permite "que a mulher ensine, nem que exerça autoridade sobre o homem" (vv. 11-12). O apóstolo escreveu para instruir Timóteo a combater uma perigosa heresia que havia se infiltrado na igreja de Éfeso. Os falsos mestres estavam ensinando que a prática ascética era um meio para se alcançar uma espiritualidade mais elevada. Insistiam na abstinência de certas comidas, do casamento e do sexo em geral (1Tm 1.3-7; 4.1-3; 6.4-5; cf. 2Tm 2.14, 16-17, 23-24). Eles também rejeitavam os papéis tradicionais das mulheres no casamento, e encorajavam-nas a reivindicar papéis iguais na igreja e no lar (2.15; 4.1-2; 5.14-15). O texto dá a entender que o ensino desses falsos mestres tinha como porta de entrada as mulheres (1Tm 5.12,15; cf. 2Tm 3.6-7).
A palavra "ensinar", em Timóteo, está relacionada com a frase "em posição de autoridade", no sentido restrito de instrução doutrinária autoritativa, feita com o peso da autoridade oficial dos pastores (1Tm 4.11; 6.2; 5.17). O leitor cuidadoso poderá fazer um estudo mais profundo e comprovar pessoalmente isso. Mas, o que fica evidente, afinal, é que a atitude que o apóstolo exigia das mulheres cristãs de Éfeso era de submissão e silêncio quanto ao aprendizado da doutrina no culto público. Não seria lógico concluir que essa proibição de a mulher exercer autoridade sobre os homens exclui as mulheres do ofício pastoral? De acordo com Paulo, o oficio pastoral está relacionado essencialmente ao ato de governar e presidir a casa de Deus (1Tm 3.4-5; 5.17). Não se limita a essa função, mas deve passar por ela.
O contexto de 1 Timóteo 2.11-15 é a instrução de Paulo a Timóteo quanto ao culto público da igreja (1Tm 2.1-10). A instrução de Paulo aqui tem força universal, como o próprio texto enfatiza. A ordem apostólica é para que os cristãos orem "por todos os homens" (2.1), por "todos os que se acham investidos de autoridade" (2.2), visto que Deus quer que "todos os homens sejam salvos" (2.4). Assim, os varões devem "orar em todo lugar" (2.8). O ensino de Paulo, portanto, tem a ver com "todos os homens... em todo lugar". (2.8).
Há, ainda, uma disputa sobre os termos gregos gnuaiki e andros. O contexto parece muito mais indicado a explicar que a frase se refere a "mulher e homem" e não a "esposa e marido". Com isso o texto ensina que a mulher não deveria "exercer autoridade sobre um homem" (NVI, RA, etc). Alguns acreditam que se uma mulher estiver em perfeita submissão ao seu próprio marido, então ela está autorizada a ensinar outros homens. Mais uma vez, essa seria uma análise precipitada e, possivelmente, descontextualizada. Douglas Moo (professor de Novo Testamento e conhecido autor), acredita que Paulo autoriza "mulher ensinar outra mulher", com base em Tito 2.3-4, mas "as proíbe de ensinar homens". Para o professor, nas epístolas pastorais, as atividades de governo (na igreja) são atribuídas a presbíteros. Claramente, então, a proibição de Paulo de que uma mulher exerça autoridade sobre um homem exclui a mulher de se tornar líder no sentido em que esse ofício é descrito por ele. Desta forma, Moo conclui que uma mulher estaria impedida de ocupar qualquer função em uma igreja que seja equivalente ao ofício de governo eclesiástico descrito por Paulo. Para ele essa conclusão é perfeitamente aplicável em nossos dias, uma vez que o apóstolo tem em mente a Criação e as funções do homem e da mulher que advêm dela e não sua cultura particular.

4. Conclusões e recomendações

Tanto John Piper como Wayne Grudem acreditam que uma verdadeira avalanche de material feminista desabou sobre o mundo e acabou por acertar a igreja também. Naturalmente não com a mesma má índole do mundo. Muitos dentro da igreja têm defendido sua posição em prol da ordenação feminina com as mais íntegras e honestas intenções. Com certeza, no entanto, isso tem causado grande incerteza dentro da igreja, como uma neblina sobre um assunto específico, tirando a clareza de quais papéis os homens e as mulheres devem exercer. Mas o fato é que a maioria dos evangélicos não tem aceitado essa posição, pois rejeitam aquilo que chamam de "o movimento feminista evangélico".
Devemos encontrar uma resposta bíblica que traga o equilíbrio sadio entre homem e mulher, como pessoas distintas diante de Deus. Celebrar a masculinidade e a feminilidade como presentes de Deus para um e para outro. Uma resposta que indique aos homens suas funções e posições como modelos aos filhos, resgatando sua masculinidade bíblica. Assim também as mulheres sabedoras de suas funções como modelos para suas filhas, resgatando sua feminilidade bíblica. As distorções causadas pelo pecado devem ser refutadas e, homem e mulher, devem ter um santo orgulho de serem o que são como dádiva de Deus ao mundo. Wayne Grudem (principalmente conhecido por sua "Teologia Sistemática") está certo quando comenta o texto de 1 Pedro 3.1-7 e faz o alerta de que está mais do que na hora das "mulheres serem como Sara e os homens honrá-las assim". O assunto da ordenação feminina pode ter como raiz a distorção dos papéis inicialmente concedidos por Deus a homens e mulheres.
É evidente que há elementos no Novo Testamento que pertencem à cultura do século I. A função do exegeta é descobrir nelas o princípio permanente para então aplicá-lo no contexto contemporâneo. É a ponte construída entre o mundo bíblico e o mundo atual. As passagens de 1 Coríntios 11.2-16, 14.34-35 e 1 Timóteo 2.11-12 têm um princípio permanente para que se mantenham distintamente os papéis inerentes ao homem e à mulher na igreja e na família. Assim, não devemos inverter os papéis. A mulher não deve ocupar posição de autoridade sobre os homens, mas deve observar de maneira análoga seu papel como o da Igreja, que está submissa ao Senhor. Ela tem liberdade, usa seus dons e talentos e ainda tem suas preferências, mas, em última análise, deve ouvir ao Senhor.
Definitivamente Paulo não instrui sobre esse assunto tendo como base considerações condicionadas culturalmente. Seu apoio é basicamente feito de princípios inerentes à própria humanidade, enraizados na Criação. Ele sempre apela às Escrituras (Antigo Testamento), demonstrando que a origem dos papéis próprios do homem e da mulher não estão fundamentados nas questões transitórias das igrejas e muito menos em algum aspecto cultural, mas teológico, que envolve Deus e a Criação. É bem provável que o mundo dos apóstolos estava distante cerca de 4 mil anos do evento da Criação. Talvez alguém pudesse alegar que os tempos haviam mudado e o cristianismo deveria estabelecer novos critérios culturais, mas o apelo dos apóstolos às Escrituras mostra que havia um princípio permanente estabelecido por Deus que transcendia as épocas.
Assim, é difícil encontrar respaldo bíblico explícito e suficiente para que se recebam mulheres ao pastorado, onde irão presidir, governar, e ensinar doutrina aos homens. Por isso, nenhuma autoridade contemporânea pode criar seus argumentos a partir das mudanças sociais para ir além da Escritura ou ainda contradizê-la. É necessário grande temor no coração para não cair em alguma falácia. É verdade que muitas mulheres exerceram papel importante na vida de Cristo (como em Lucas 8) e dos apóstolos, como, Priscila (Atos 18.2; Rm 16.3-5); Maria (Rm 16.6); Trifena, Trifosa e Pérside (Rm 16.12); Febe (Rm 16.1), Evódia e Sínteque (Fp 4.2-3), et alii, mas a Bíblia nada fala sobre serem pastoras. Cada igreja local deve, portanto, analisar com critério o papel da mulher no ministério, dando a ela honra, respeito e espaço para exercer seus dons. Há muito trabalho preparado por Deus que pode e deve ser feito por mulheres piedosas. O Senhor as capacitou e a história tem dado demonstração abundante dessa verdade.Todo esse trabalho pode ser feito, com o digno sustento, inclusive, mas é precário afirmar ou insistir que deva ser oficializado com um título que carece de mais apoio escriturístico.

Autor: Jaime Augusto Cisterna

5. Referências

Grudem, Wayne: Teologia Sistemática
Keener, Graig S.: Paul, Women & Wives
Lopes, Augustus Nicodemus: O que o Novo Testamento Fala sobre Ordenação Feminina.
Piper, John: Recovering Biblical Manhood and Womanhood.
Shedd, Russell P.: A Bíblia Shedd. Vida Nova.

DÉBORA JUÍZA

Débora ocupa um lugar de destaque nas Escrituras. Foi uma profetisa - também era mulher casada e juíza em Israel. É triste dizer que, provavelmente, existia pouca autoridade masculina fiel a Deus naqueles dias. Israel estava em condição espiritual tão lamentável que Deus envergonhou a nação daqueles dias depositando o mais alto cargo de liderança nas mãos de uma mulher. Ela foi uma exceção à regra, mas a exceção COMPROVA A REGRA. As Escrituras não falam contra o lugar que ela precisou ocupar, mas também não o aprovam, foi uma exceção planejada por Deus. Contudo é SUFICIENTE o que foi dito pela própria Débora para vermos o que ela pensava sobre o assunto- ela condenou, pelo menos, a negligência dos homens, para não dizermos mais (Jz 4:4-10).
Ela convocou Baraque para que atacasse Sísera. No papel de profetisa, disse-lhe
que o Senhor entregaria o inimigo em suas mãos. Mas Baraque, em sua COVARDIA, não quis ir, a não ser que Débora O ACOMPANHASSE. Ela prontamente concordou com seu pedido, mas o informou que daquela missão ele não teria NENHUMA HONRA -- Sísera seria apanhado pela mão de uma mulher. Débora, juntamente com Jael (Juízes 5:24-27), teve uma vida de acusar as fraquezas de Baraque e outros homens de Israel, que deveriam ter sido líderes mais corajosos (Juízes 4:9).
Alguns que argumentam a favor da mulher exercer autoridade sobre os homens lembram das mulheres que foram profetizas no Velho Testamento e especificamente citam o caso de Débora. Quanto às profetizas, o ofício não exigia o exercício de AUTORIDADE, pois não era autoritativo, nem interpretativo mas consistia apenas em entregar com fidelidade aquilo que o Senhor dizia por seu intermédio. Quanto ao caso de Débora, é claro que se tratou do juízo de Deus ao seu povo num momento de confusão e clara desobediência.  
”Naqueles dias não havia rei em Israel; e cada um fazia o que parecia bem aos
seus olhos” (Juiz 21:25). Sabemos que Débora convocou a Baraque para liderar as milícias do Senhor, este recusou ir só, e exigiu a companhia de Débora, que o
advertiu: ”certamente irei contigo; porém não será tua a honra desta expedição,
pois à mão de uma mulher o Senhor vencerá Sísera” (Juiz 4:9), e de fato coube à
Jael a glória da morte do general inimigo. O período dos juízes é uma base
especialmente precária para construir uma visão do ideal de Deus para a
liderança.

Então ao final, no seu cântico de vitória, DÉBORA CONCLAMA OS HOMENS, juízes, LÍDERES NATURAIS das tribos de Israel A REASSUMIREM SEUS CARGOS DE HONRA NA CONDUÇÃO DO POVO DE DEUS. 
É interessante notar que o livro de Juízes, relata a história de um rei que pediu
ao seu escudeiro que o matasse a espada, porque havia sido ferido mortalmente
na cabeça por uma pedra lançada por uma mulher (Juiz 9:53,54). Tudo isso para
mostrar, QUE ERA JUÍZO DE DEUS A LIDERANÇA DE MULHERES, ou ser derrotado por elas. 
Liderar e governar, são exercícios de autoridade reservados aos homens. O
princípio de submissão que coube a mulher desde Gênesis, e que nada mais é que
um meio de proteção estendida por Deus à mulher, compreende todos os lugares em todos os tempos. A mulher é tão capaz e corajosa quanto o homem, mas existem missões das quais Deus a poupou, para que ela estivesse livre e protegida a fim de cumprir com sua real vocação feminina. Através do exemplo de Débora Deus chama a atenção dos homens a reassumirem sua função natural como líderes, para que mulheres não sejam obrigadas a irem à frente na falta de homens corajosos e capacitados para isto. Realmente uma grande lição.

Citações de: A. J. Pollock, Rev. Josafá Vasconcelos, John Piper and Wayne Grudem, tradução(voltemosaoevangelho.com)
    

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Nudez nas Escrituras, nem sempre significa alguém sem roupa.

O que a Bíblia considera como nudez?
Nem sempre a palavra nudez, nas Escrituras, significa alguém completamente sem roupa.

Depois da queda, Adão e Eva perceberam que estavam nus, completamente despidos, e então costuraram umas folhas de figueira para usar como tanga.(Genesis 3.7) 

Vamos tentar imaginar a tanga de Adão e Eva - ela certamente cobria a genitália de ambos, mas talvez não muito mais que isso.
Deus não se agradou do que viu!
"E o Deus eterno fez TÚNICAS de peles de animais para Adão e a sua mulher se VESTIREM." (Gênesis 3.21) 

A Palavra nos diz que o Senhor fez túnicas para cobrir o corpo de Adão e Eva.

 
O que é uma TÚNICA? Peça de roupa parecida com uma camisola. Trata-se de uma espécie de "vestido" largo, de manga, relativamente leve que cobre o corpo. 

Há duas funções principais de uma veste ou túnica: ESCONDER A PELE E NÃO REVELAR A FORMA DO CORPO.

Quais partes do corpo a túnica ESCONDE?
A túnica tem mangas e a sua parte superior encobre toda a região do tronco: os ombros, as costas, os seios, a barriga, a região lombar. A túnica encobre também toda a região do quadril: nádegas, área pélvica e as coxas. 


Ao entregar as túnicas, Deus mostrou um PADRÃO, nos indicando que estas são as partes de nosso corpo que Ele não quer que fiquem expostas. Assim, o próprio Deus vestiu seus filhos.

Hoje quando ficamos em dúvida sobre nossa roupa, e sobre quais partes do corpo podem ou não podem ser reveladas, podemos ter uma boa orientação lembrando da túnica. Ela nos ensina, que devemos escolher roupas que escondam e protejam as partes do corpo exatamente como a túnica faz. Deus é um pai tão amoroso que até mesmo confeccionou um padrão de vestimenta para os seus filhos. Esse padrão não se refere a sugerir um "modelo" de roupa que devemos usar, mas sim, a nos orientar sobre os limites daquilo que podemos ou não podemos expor.

Vamos falar agora sobre o COMPRIMENTO da roupa ideal e em seguida sobre sua LARGURA.

A Bíblia não fala o comprimento exato da túnica de Adão e Eva. Não encontramos nada afirmando que seja pecado 
por exemplo, mostrar os pés ou tornozelos, mas por outro lado, a Bíblia nos mostrar um padrão bem definido de comprimento aceitável na passagem de Isaías 47. O texto diz:
"Desce, e assenta-te no pó, ó virgem filha de Babilônia; Tire o véu, levante a saia e, de pernas de fora, atravesse os rios. Todos a verão sem roupa, completamente nua. E eu vou me vingar de você." (Isaías 47:1-3).
No hebraico a palavra para "pernas" é "Showq" (qwX), que significa "perna, coxa", a versão King James traduz por "coxa". Assim, quando o Senhor profere a maldição sobre a virgem, Ele diz que ela teria sua perna/coxa descoberta e sua vergonha seria vista por todos. Observe que ela estava simplesmente com as coxas de fora, e por isso, o Senhor a considerou completamente nua. E aí voltamos ao ponto do início "nem sempre a palavra nudez, nas Escrituras, significa alguém completamente sem roupa." O Senhor considera nudez, por exemplo, mostrarmos nossa coxa, nosso quadril, a região do tronco- ou seja, aquelas partes que Ele escondeu com a túnica que confeccionou no início.

Portanto concluímos que o comprimento correto não revela as coxas. O ideal é cobrir totalmente as coxas, tanto estando em pé como sentadas.

E agora entra a questão da LARGURA da roupa: É tão errado revelar coxas com roupas curtas que mostram a PELE, quanto com roupas apertadas que revelam as FORMAS(Lembre-se que o Senhor procurou esconder tanto pele como formas). Ou seja, pela ótica bíblica saias e shorts curtos revelam nossa nudez, mas da mesma maneira 
consideramos nudez uma calça tão colada ao corpo que assim, revele exatamente nossas formas!

E qual seria a largura ideal das roupas para não revelar as formas? Bem, vamos voltar às túnicas, imagine como elas ficavam no corpo, apertadas, coladas? Não! Elas eram soltas e folgadas, não revelavam as formas do corpo. Este é o padrão!

Vale usar uma saia, vestido ou bermuda no comprimento certo mas totalmente justos e colados ao corpo? Não! Uma roupa assim, sem dúvida nenhuma, se torna tão sexy e chamativa quanto à uma roupa curta/decotada e vulgar. Calças e saias coladas servem simplesmente para cobrir a pele, não servem de maneira nenhuma para esconder as formas e a sensualidade do corpo da mulher. Portanto são impróprias, é preciso esconder pele e formas! 
Roupas assim são reprovadas pelo nosso Deus e certamente seriam motivo para que Ele fizesse "túnicas" para cobrir a nudez daquelas que as usam. 
Algumas mulheres, podem dizer que será trabalho para um herói achar uma calça descente já que ou são muito justas, ou feitas de algum tipo de material que "cola" na pele, entretanto não é tão difícil assim. Comece a comprar calças com 1 ou 2 números maiores que aquele você está acostumada a comprar para que fiquem soltas, sem revelar suas formas íntimas, verá como ficam lindas em seu corpo! Se ficar frouxa na cintura isso definitivamente não pode ser desculpa para não comprar a calça, resolve-se facilmente com um cinto ou alguns pontinhos para ficar perfeita!
 Quanto às calças feitas de materiais que colam na pele, as famosas leggings, calças montaria, e outras, este tipo de calças, podem ser ótimas para nos proteger do frio debaixo de um vestido, saia e até mesmo bermuda. Também podem ficar boas com um casacão que cubra totalmente as coxas ou com um sobretudo, e no verão com uma "bata" compridinha que vá até próximo ao joelho. Mas nunca revelando as coxas e partes íntimas, isso significa vergonha, uma vez que calças coladas assim, são a nudez propriamente dita!

Não pense nunca: "O corpo é meu! Eu faço o que eu quiser com ele!" A Palavra fala: "E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens" (Cl 3.23). As Escrituras são firmes em dizer que tudo, absolutamente tudo deve ser feito como se estivéssemos realizando ao Senhor e Ele estivesse diante de nós, além de precisarmos buscar realizar todas as coisas para Seu louvor e glória (1Co 10.31). Tudo tendo que ser feito "como ao Senhor", então todo aquele que busca se vestir para mostrar suas "curvas" e aparecer diante dos homens, erra em seu dever cristão.

A santidade do cristão só de olhar deve estar refletida em suas roupas. Assim como a meretriz(prostituta) se diferencia do restante da sociedade por suas roupas, também o crente deve buscar ser diferente no seu vestir. Todos reconhecem uma prostituta por seu modo de vestir. Ela usa roupas justas e coladas ao corpo, sapatos extravagantes, e todo o tipo de trajes sensuais. Seria totalmente vergonhoso para nós e desonroso para Deus, se fossemos confundidas ou nos assemelhássemos à uma meretriz devido a roupas que usamos.

Como mulheres cristãs devemos entender o porquê existem as roupas: para esconder a nudez! E observamos que as Escrituras não relacionam nudez apenas aos órgãos sexuais, pois se assim fosse, Deus ficaria muito satisfeito com as tangas de Adão e Eva. Mas sabemos que não foi o caso, Deus queria cobrir a nudez de seus filhos e para isso fez túnicas.

O Senhor Deus não foi somente um costureiro, mas sendo o criador, estava mostrando a sua vontade e um padrão agradável à Ele através da túnica que confeccionou. Deus fez para o homem e a mulher roupas que cobriam a pele e não revelavam as formas.

Quando se arrumar para sair lembre-se que você é criação de Deus, e Ele deseja te ver vestida com uma roupa que preserve tua honra e não revele a tua nudez. Deixe Ele te vestir!


Eu sou Magridt Gollnick R. da Luz e esse é o blog Pronto, falei!

algumas referências do texto: 
Homem e Mulher os criou - parte 20 - Homem e Mulher após a Queda - A Modéstia no Vestir - (O que é nudez para a Bíblia?) 
A reprodução deste conteúdo é permitida, desde que sejam mencionados os devidos créditos a autoria e fonte.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Um alerta sobre O Feminismo

Atenção pessoal! 
Feminismo (movimento que busca a igualdade entre homens e mulheres)

Tanto o Feminismo Secular quanto o Feminismo Cristão (que vem cada vez mais ganhando força dentro da igreja), são na verdade estratégias do Inimigo para preparar o caminho para o governo do anticristo.

As ideias feministas vem aos poucos introduzindo a visão de que Cristo aboliu toda a diferença entre homem e mulher. Para eles, Cristo quebrou a maldição de Gênesis sobre a mulher, e agora dá, também a ela, o direito de ter a mesma autoridade que o homem. 

Porém a salvação em Cristo justifica igualmente homens e mulheres diante de Deus, MAS NÃO ALTERA o papel de ambos estabelecido previamente na Criação. A cruz de Cristo em nenhum momento pôs um término nas funções ou papéis fundamentais do homem e da mulher estabelecidos por Deus MUITO ANTES da Queda. Tanto homem como mulher desfrutam de posições diferentes diante de Deus, há uma hierarquia a ser cumprida:

“Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo”. (1 Coríntios 11.3)

“Porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo”. (Efésios 5.23) 

Cristo não afetou ou alterou o papel do homem ou da mulher. O marido continua sendo o cabeça e a mulher continua sendo submissa à autoridade do marido sobre ela. Essa posição honrosa de ambos contribui inclusive para o entendimento da nossa eclesiologia (forma de governo da igreja de Cristo). É a comparação do casamento humano com as bodas de Cristo e sua igreja, a noiva (1Co 11.7-10; Ef 5.22-24 e 1Tm 2.12-15).

Como sendo o cabeça, o provedor e protetor o homem deve cumprir o mandamento divino: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra”. (Efésios 5.25)

Observe que o padrão estabelecido por Deus é de que o marido não apenas ame a sua esposa, mas faça isto dentro do mais alto padrão de entrega: “como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”. Portanto, para entender como o homem deve amar a sua esposa, é necessário refletir sobre o modo como Cristo amou a Igreja.

E a Mulher por sua vez continua em seu papel de auxiliadora idônea. Assim, não devemos inverter os papéis. A mulher não deve ocupar posição de autoridade sobre os homens, mas deve observar de maneira análoga seu papel como o da Igreja, que está submissa ao Senhor. No casamento a esposa representa a igreja-Noiva de Cristo e o marido representa Cristo. Tanto a igreja como a esposa tem liberdade, usam seus dons e talentos e ainda tem suas preferências, mas, em última análise, devem ouvir ao seu senhor.

Porém o Feminismo tem atacado os princípios de Deus estabelecidos desde a criação para a família. De forma semelhante como fez com Eva, satanás está repetindo, usando aquelas que consegue convencer de que o menosprezo à Palavra de Deus não trará consequências terríveis. Antes, o diabo lhes garante que terão a mesma condição do homem e poderão substituir aquele que Deus chamou. As "Evas" estão invadindo a sociedade e a igreja, transformando os "Paraísos" em lugar de disputa e afronta entre elas e Deus!

O que a Teologia feminista prega é a igualdade entre homens e mulheres, a sua origem está em um princípio criado por embaixadores do anticristo, chamado “Igualdade de direitos e oportunidades para o homem e a mulher”. Embora a palavra usada seja “igualdade”, esse princípio tem como meta criar a superioridade da mulher dentro da igreja e da sociedade para que a nova ordem mundial seja implantada.

MUITA ATENÇÃO PARA OS DADOS A SEGUIR :

Os princípios sociais da Nova Ordem Mundial-
A Organização das Nações Unidas (ONU), através de suas inúmeras agências, tem aplicado 12 princípios sociais revelados por representantes do anticristo em escala mundial para unificar a humanidade. Para que todos se curvem a essa estratégia de unificação as áreas: Social, Política, economia e religiosa (principalmente cristãos desatentos) tem obedecido a esses ensinamentos. Conheça quais são alguns e como acompanhar a evolução de cada um através das notícias do dia a dia:

-Igualdade de direitos e oportunidades para o homem e a mulher;
“O mandato do UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher) se concentra na promoção dos direitos humanos, na participação política e na segurança econômica das mulheres, com a assistência técnica e financeira a programas e estratégias inovadoras que promovam o empoderamento das mulheres e a igualdade de gênero, levando em conta a diversidade de formas de existência e condições de vida, historicamente determinadas, e marcadas pelo sexismo, pelo racismo e pelo preconceito de classe…”
Mas ao abrir espaço para a igualdade entre homens e mulheres, o julgo para elas continua pesado, pois a intenção da Nova Ordem Mundial é de que as crianças sejam propriedade do Estado (escolas) e as mesmas devem ser educadas através da educação compulsória que é outro princípio de satanás. Esse princípio abre espaço para a implantação da terrível e assustadora agenda gay dentro das escolas. 

Ou seja, a igualdade entre homens e mulheres faz com que as mulheres tenham a mesma carga de responsabilidade que os homens, com isso não sobra tempo para os filhos que são entregues ao cuidado do governo através das creches e escolas integral onde serão ensinados e preparados para o governo do anticristo.

{A implantação do lesbianismo evangélico
Outro princípio criado para preparação do anticristo é “o fim de toda forma de preconceito”. Esse ensinamento dentro do feminismo evangélico abre a porta para o surgimento de pastoras lésbicas. A transformação acontece de forma sutil. A primeira etapa é enfatizar a teoria do gênero sobre o sexo, dessa forma sexo masculino ou feminino estão submissos ao gênero, ou seja, se uma pastora feminista começa a sentir atração por outra mulher, o gênero torna-se apenas uma opção sexual que não afeta o comportamento, ou seja, o gênero permite que a mulher escolha o sexo no qual quer pertencer. E assim, temos duas mulheres onde uma desempenha o papel de homem e outra mulher. 
Abaixo temos um vídeo de duas pastoras lésbicas falando sobre como é “bom” ser lésbicas evangélicas: https://www.youtube.com/watch?v=vXZE0cpXP14

A PCUSA Presbyterian Church (U.S.A.) acaba de decidir por ordenar oficialmente homossexuais, baseada única e exclusivamente no argumento da "acomodação cultural". No qual não há fundamento bíblico. Firmado no argumento cultural, “tudo é possível”, até a ordenação de gays.

{Liberação do aborto 
O outro lado sombrio da Nova Ordem Mundial está no movimento feminista que está se organizando para a liberação do aborto na ONU.

O aborto nada mais é do que o retorno aos sacrifícios de bebês para moloque, ou seja, uma versão mais refinada pelos agentes humanos de satanás através da UNIFEM de oferecer sacrifícios.

Observe o título dessa notícia no site noticias. Gospel: 
“Feministas cristãs defendem o aborto, a eutanásia e o homossexualismo”.
Acompanhe também um pequeno resumo:
“Não existe pecado no aborto, nas experiências médicas com células-tronco embrionárias nem no homossexualismo. As mulheres devem ser livres para decidir sobre o seu corpo e seu destino. A entidade faz parte da Jornada pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, um movimento também feminista que articula militantes em defesa dos direitos das mulheres de várias religiões, partidos políticos, ativistas em defesa das minorias em geral. É parceira do LGBTTI, grupo de defesa das Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersex. A ONG conhece e auxilia vários religiosos homossexuais, com quem debate seus temas polêmicos. “Pode-se afirmar a defesa da vida e eliminar a beleza da diversidade humana, com atitudes e discursos intolerantes em relação a expressões livres da sexualidade humana, condenando o relacionamento amoroso entre pessoas do mesmo sexo?”, indaga.”

O passo mais ousado dado pelo movimento feminista cristão radical foi a "reinvenção de Deus". Mais de 800 feministas, gays e lésbicas do mundo inteiro reuniram-se nos Estados Unidos em 1998 num Congresso chamado Reimaginando Deus. Os participantes chegaram a conclusões tremendas: o verdadeiro deus de Israel era uma deusa chamada Sofia, que os autores masculinos transformaram no deus masculino Javé, homem de guerra. Jesus Cristo não era Deus, mas era a encarnação desta deusa Sofia, que é a personificação da sabedoria feminina. Esta deusa pode ser encontrada dentro de qualquer mulher e é identificada com o ego feminino. No Congresso celebraram uma “Ceia” onde o pão e o vinho foram substituídos por leite e mel, e conclamaram as igrejas tradicionais a pedir perdão por terem se referido a Deus sempre no masculino. Amaldiçoaram os que são contra o aborto e abençoaram os que defendem os gays e as lésbicas.


Teologia inclusiva, filhas da "Teologia Liberal"! Infelizmente isso é o liberalismo tomando conta das nossas igrejas.

{A hermenêutica feminista
O principal ensinamento consiste em ver os patriarcas bíblicos como opressores da mulher e adaptar qualquer situação para que se crie uma teologia da libertação. 
Abaixo temos esse ensinamento feminista:
Usam Linguagem androcêntrica- ou seja, reconhecer que a Bíblia é escrita numa linguagem excludente e que torna invisível a presença, a opressão e a luta e libertação das mulheres. Entende-se aqui linguagem excludente a inclusão- o estudo dos evangelhos apócrifos- e a distorção da palavra de DEUS através de suspeitas imaginárias. 

Na prática isso ficaria da seguinte forma: Veja no versículo:
“Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gálatas 3:28)

Aqui o Apóstolo Paulo fala sobre a conversão de várias pessoas ao corpo de Cristo, porém uma feminista não vê dessa forma. Ela interpreta que caminhamos para a unidade da diversidade, um dos ensinamentos mais importantes da Nova Ordem Mundial, ou seja, o movimento feminista sai procurando apenas a palavra “mulher” na Bíblia e adapta com a diversidade religiosa e outras atitudes pagãs.

Outro objetivo do movimento feminista é fazer com que o homem não tenha tanta importância na nova ordem econômica mundial. Para provar a veracidade dessa informação, basta visitar as grandes lojas de roupas, geralmente as roupas masculinas ficam no fundo da loja e em pequena quantidade.

O feminismo visa destruir a família tradicional, aquela desenvolvida sob a influência direta do Cristianismo e a Bíblia. Na família tradicional, o homem é o cabeça do lar e o responsável por prover as coisas necessárias para o sustento da vida. A mulher é a “mantenedora do lar”, e sua principal responsabilidade é o cuidado com as crianças. A família tradicional assim definida é de acordo com o plano bíblico para o lar. Feministas odeiam a família que é padronizada de acordo com a Palavra de Deus porque é contrária a tudo que aceitam como verdade. Portanto, seu objetivo é a destruição total da família tradicional. A feminista Roxanne Deunbar disse claramente: “Em última análise, queremos destruir os três pilares da sociedade de classes e castas – a família, a propriedade privada, e o estado.” 

EM CONCLUSÃO: 

Abram os olhos igreja, toda a falácia sobre igualdade tem colocado a mulher no poder, em um posto que não foi pedido a ela por Deus. E assim a cultura, a modernidade, a “igualdade” vem destruindo os princípios de Deus para a família. Depois de consolidada e bem aceita a ideia de que a mulher é igual ao homem em todas as esferas da sociedade e também na igreja, nada mais “justo” aceitar a igualdade também para os homossexuais. O caminho foi preparado pelas feministas! 

Não estou dizendo com essa pesquisa que o objetivo do Feminismo é apenas a legalização do aborto e o homossexualismo, não, essas são só algumas das consequências, sem falar que o feminismo tirou o direito da mulher de ser mãe em tempo integral. Mas o principal objetivo de Satanás com tudo isso é seduzir a mulher para que ela queira tomar para si um destino e uma posição que não lhe pertence. É preciso que se tenha muito cuidado com a ambição. É através da ambição que satanás acessa o coração do ambicioso.

Deus usa sim as mulheres hoje assim como usou na Bíblia -ora ser usado por Deus é uma dádiva- o projeto de Deus é usar seus filhos em sua obra, independente do sexo, mais nem por isso o projeto inicial da criação foi mudado, dentro desse projeto existe uma ORDEM e essa ordem DEVE PREVALECER!

Pense nisso, será que como mulheres, não podemos ser importantes para Deus, para nossas famílias, para o Reino de Deus e para a sociedade correspondendo com o chamado do Senhor para nós? Auxiliadoras idôneas, submissas, sabias! 

Homens repasso a vocês uma reflexão lançada por um homem de Deus em um site que li e que me chamou muito a atenção, e ele diz assim:

O que eu e você que somos homens vamos usar como desculpa no dia em que comparecermos diante do tribunal de Cristo e nos for interrogado o porquê de deixarmos nossas mulheres assumirem os nossos deveres? Eu não me submeto à autoridade feminina, isso não é "machismo", pelo contrario é uma boa oportunidade de demonstrar amor, livrando a mulher de uma carga que não é responsabilidade dela.” 
<David Sax


Referências: 
-Ordenação de Mulheres ao Ministério da Palavra? Autor: Jaime Augusto Cisterna
- Os Deveres dos Maridos – por Luciano Subirá. Site: http://www.orvalho.com/os-deveres-dos-maridos-por-luciano-subira/
-O Feminismo Cristão: Como Tudo Começou - por Augustus Nicodemus Lopes- Site:http://tempora-mores.blogspot.com.br/2011/12/o-feminismo-cristao-como-tudo-comecou.html
-A Feminização da Família - Por William Einwechter - Site-http://bereianos.blogspot.com.br/2013/12/a-feminizacao-da-familia.html#.U58CVXJdWSr

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A Cultura do Namoro

Pesquisando um pouco sobre o assunto, não é difícil descobrir que 60 anos atrás não havia o "ficar", o"rolinho" e nem o namoro com contato físico como vemos hoje. O contato físico no namoro virou "moda" em meados de 1950, e você sabe... Uma moda seja ela boa ou ruim, muitas vezes acaba sendo adotada pela sociedade e vira cultura. Ex.: cultura das drogas, tabagismo, etc.

Hoje na sociedade, o namoro com intimidade física é totalmente aceitável, mas não é bíblico. Não há nenhuma base bíblica permitindo a intimidade fora do casamento,pelo contrário, essa prática é condenada.

No passado de certa forma era mais fácil cumprir os preceitos de Deus, nossos pais e avós, por exemplo,cortejavam, havia aquele "namoro de portão", assistido/autorizado e abençoado pelos pais. Beijo e amasso e muitas vezes até mesmo pegar na mão, só depois do casamento!

Alguém se lembra disso? É a mais pura verdade, pena que caiu no esquecimento de todos, até mesmo os mais conservadores se renderam a pressão da nova moda.

É por isso que hoje em dia, ninguém entende realmente o que o padre ou pastor querem dizer quando falam ao final da cerimônia de casamento: "Agora sim, pode beijar a noiva!". Ele diz"agora sim", porque antes não podia! Muitos podem perguntar ”mas oque há de mal nisso?".

Veja bem, será que todos tem domínio para ficar só no beijo? Uma coisa leva à outra e o próximo nível de intimidade após o beijo é o contato sexual, intimidade esta criada por Deus para ser desfrutada no matrimônio e não antes dele. O motivo é muito simples: proteção!

Para ter uma ideia, o simbolismo espiritual do sexo é tão forte, que na Bíblia, a relação sexual é considerada como a própria consumação do casamento "E os dois se tornamuma só pessoa” (Gn. 2.24). E por isso, para evitar que as pessoas carreguem em suas vidas dezenas de pedaços de outras pessoas, o contato físico íntimo deveria ser praticado apenas com a pessoa certa no matrimônio! Ao menos, esse era o plano original de Deus, e quer saber, continua sendo! 

Eu amo aprender e praticar a maneira correta de fazer as coisas, se você é assim também, saiba “Deus não leva em conta os tempos da ignorância, mas anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam” (At. 17.30) Deus é bom e abençoa aqueles que se arrependem e o buscam. 

Busque fazer a vontade de Deus e você terá um casamento e uma vida feliz e abençoada!

Eu sou Magridt Gollnick R. da Luz e esse é o blog Pronto, falei!
A reprodução deste conteúdo é permitida, desde que sejam mencionados os devidos créditos a autoria e fonte.

sábado, 2 de março de 2013

Como me vestir para servir à Deus na igreja?


Como sabemos, a igreja(templo) é  um ambiente super formal em se tratando da seriedade de tudo o que é realizado dentro dela e através dela. 
Se em  uma entrevista, cerimônias solenes, perante autoridades e em ambientes formais em geral a regra é presar por um código de vestir decente, então, muito mais na igreja, pois nós cristãos devemos dar o exemplo ao mundo na santidade e no modo de vestir. 
Se profissionais de respeito do mundo todo procuram se vestir de uma maneira decente, muito mais nós  devemos ser exemplo para o mundo por representarmos o Reino de Deus.
 Para frequentarmos e servirmos na igreja, devemos nos vestir baseadas na santidade e observar algumas regras universais que atribuem decência e elegância ao trajar. 
Veja algumas dicas muito importantes: 


Roupa formal:

Por: Tati Marques consultoria em imagem pessoal
Essa não é uma questão fácil, mas muita necessária – Você sabe qual é a sua imagem no ambiente onde vc desempenha sua função?
 Temos que tomar cuidado,  roupas de lazer não são roupas que devemos usar em ambientes formais, porque podem agredir nossa imagem, deixando-a confusa, desleixada e até mesmo descomprometida ou vulgar.
Como funciona essa comunicação?
Podemos analisar da seguinte forma: tudo que está ligado a lazer, transmite uma imagem informal; ao contrário do que precisamos mostrar em serviço, ou seja, nossas qualidades, como maturidade, responsabilidade, competência, proatividade, prontidão, respeito, eficiência, eficácia, etc. 

Quem nunca julgou pela aparência que atire a primeira pedra!?

Muitas pessoas não sabem do cargo de responsabilidade que temos (líderes) – por não trabalharem diretamente conosco. Neste caso, a única comunicação que temos é aquela que transmitimos inconscientemente com nossa postura, asseio e principalmente como nos vestimos. Até mesmo para aqueles que conhecem nossa competência, manter uma imagem confusa, desleixada ou que não condiz com o ambiente onde servimos pode sobressair sobre nossas qualidades e transmitir uma imagem negativa dos nossos objetivos(ministeriais). Vejam algumas dicas de como usar roupas leves sem parecer que está na praia ou curtindo seu final de semana.
ATENÇÃO No calor o que mais queremos é deixar nosso corpo livre, mas cuidado com o corpo muito à mostra, que pode transmitir uma imagem sexy e isso é tudo que NÃO podemos deixar que seja transmitido no trabalho. Veja alguns deslizes comuns.

Saias

As saias são muito bem vindas em ambientes formais e quando bem usadas transmitem elegância e maturidade. analise as imagens e veja como funciona essa comunicação:
Parece óbvio que a imagem não se comunica com ambiente formal não é? O erro aqui está no comprimento das saias. 
Veja como usar saias frescas de um jeito mais formal.
Para ambientes formais devem ser até o joelho O mesmo vale para comprimento de vestidos.
A saia clara preferencialmente deve ser larguinha, com corte A (evasê) para não marcar e evitar constrangimentos  com uma imagem sexy e te deixar literalmente “ numa saia justa”.
Barriguinha de fora é muito comum, seja qual for o tamanho que esteja aparecendo.  Mesmo que seja 1cm, NÃO pode!
Ombros à mostra, tomara-que-caia, blusa de alcinha, regata nadador, roupas muito justas, pele à mostra, também agridem a imagem no ambiente de trabalho. Lembre-se que você não está na praia ou em um churrasco.  Mostrar ombros e costas emitem uma imagem descomprometida e sensual, contrário do que precisa ser demonstrado no ambiente de trabalho. ( Se em ambientes formais e trabalho não pode, imagina então na igreja!!)
Sempre se perguntem se a roupa está de acordo com a imagem que vc precisa passar e sua função.

Bermudas

O que acontece com as bermudas são algumas confusões quanto ao comprimento de uma bermuda adequada para se usar em  local formal, versus uma bermuda usada no lazer.  Você sabe a diferença?
A diferença entre bermuda e shorts está no comprimento, até o meio da coxa é shorts e até o joelho ou abaixo são bermudas, e o comprimento correto deve ser até o joelho ou abaixo. A foto da esquerda é shorts e a foto da direita é um shorts também! Isso mesmo, apesar de mais comprido é considerado inadequado ao trabalho.  Veja agora o que é uma bermuda no comprimento correto para ambiente formal:
A bermuda deve ser no joelho ou logo abaixo dele, quando sentamos o comprimento diminui mais ainda. Por se tratar de uma vestimenta informal, de forma alguma ela deve ser curta. Opte por modelos alfaiataria, nunca cortes colados, evite jeans porque também é muito informal e opte por cores escuras e sóbrias. 

Decote

Ele pode causar muito desconforto, tanto pra você quanto para os outros, por se relacionar diretamente com uma imagem sexy. Veja o tamanho correto
Vejam como uma camisa formal pode cair no erro grave do decote - a altura correta é na altura das axilas,  medindo a  linha que termina nas axilas saberemos qual a altura do decote para o trabalho ou qualquer ambiente formal.
Legging:
Não podemos esquecer que a calça legging foi criada com inspiração no esporte e no balé porque é usual da casualidade ou da sensualidade, por causa da exposição do corpo. Assim devemos pensar que devidamente não é uma vestimenta profissional onde tudo que remeta a casualidade ou a sensualidade deve ser evitado. Se o local onde vc atua, permite o uso de legging é importante estar consciente do seu uso, para que sua imagem em serviço  não seja comprometida. Veja alguns pontos: 
O comprimento das blusas e camisas,  deve ser considerado com atenção, até a metade coxa.


Maravilhosas dicas para você que é líder não é!  
Beijos e até a próxima! 

Leia também:
*Roupa de Alcinha
*Roupa Transparente 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O papel da esposa de pastor (Parte lll)

Mulher de pastor é pastora? A minha vocação é exercer o ministério do meu marido? Como servir a Deus sendo "a mulher do pastor? 
Quando pensamos na mulher de pastor várias imagens vêm à nossa mente, sugerindo o que ela deve ser: conselheira, mansa, voltada à obras sociais, atuante nos ministérios, enfim, "quase perfeita". 
Para conhecermos um pouco mais sobre estas inquietações e exigências, achei importante anexar à essa serie de posts a entrevista da professora Valeria dos Santos, que está escrevendo sua tese de doutorado sobre "As imagens dadas para a esposa do pastor". Valeria também é esposa de um pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil que atua em Londrina/PR, é graduada em Teologia e especialista em Aconselhamento Familiar. 

Você acredita que algumas mulheres tem se esquecido do principal, que é o cuidado da família e dos filhos, para ter o “enriquecimento” da função de esposa de pastor?

Profª Valéria - Segundo a pesquisa que tenho feito no seguimento das esposas de pastores , existe uma grande preocupação destas mulheres em relação ao bem estar das suas famílias. Acredito que existam algumas mulheres que priorizam a função pastoral, mas devido ao grande número de separação conjugal e filhos de pastor afastados da igreja, as esposas de pastores têm optado no investimento da família.


Quais as maiores dificuldades enfrentadas pelas esposas de pastores?

Profª Valéria - As cobranças feitas pelas igrejas para que corresponda a imagem da mulher perfeita. Geralmente quando essas mulheres adentram sua comunidade, encontram pessoas que possuem grandes expectativas em relação ao kit completo que ela possui, ou seja: a casa do pastor, ao relacionamento que possui como casal, aos filhos bem comportados e educados, aos dons e ministérios que exerce, ao suporte diante das adversidades, a padrão de elegância que deve ter e a sua capacidade de pastorear. São imagens geradas durante gerações e que precisam ser quebradas porque ninguém consegue cumpri-las a risca. Os membros das nossas igrejas precisam ser mais misericordiosos e compreensivos com a esposa do pastor e compreender que ela é uma mulher normal, igual às outras, tendo sua família, seus filhos e suas dificuldades diárias.

As conquistas das mulheres no mundo público tem sido notórias, você acredita que as igrejas estão abertas para que as mulheres exerçam o pastorado junto com o marido, ou ainda este exercício é um tabu?

Profª Valéria -Bem, o pastorado feminino atualmente tem crescido no nosso país, mas ainda existem algumas denominações que têm restrições sobre o assunto. Minha opinião acerca do assunto é que o pastorado não é uma função, mas um dom e só deve exercê-lo quem o possui. Muitas mulheres assumem o pastorado porque sua igreja assim exige, já que é casada com um pastor. Acredito que no Corpo de Cristo, os ministérios são assumidos a partir do dom e de uma disposição voluntária em servir, senão será muito pesado para uma mulher fazer algo que não deseja, frustrando-a e não permitindo que desfrute com prazer da bênção que é servir ao Senhor com alegria.

Quais as características que uma esposa de pastor deve ter ou almejar para que seja suporte do seu marido e controle a ansiedade gerada diante das demandas emocionais e relacionais próprias do ministério?


Profª Valéria - Eu acredito que a esposa de pastor deve amar profundamente o Senhor. Quando o amamos, a nossa busca e dependência passa a ser Dele e assim encontramos forças para amenizar as situações adversas que enfrentamos. Ela precisa também compreender claramente o plano de Deus para a vida dela e cumpri-lo com alegria. Li recentemente um provérbio popular que diz: “A esposa de pastor é a única mulher que eu sei que é convidada a trabalhar em tempo integral, sem remuneração, no trabalho do marido, e com um papel que ninguém tenha ainda definido” (Ruthe Branco). Se ela sabe o que Deus quer dela, não lutará para corresponder aos anseios das pessoas, mas simplesmente irá obedecer àquilo que Deus traçou para sua vida.


Quais os conselhos que você daria para as esposas de pastores?
Profª Valéria - Não desistir da caminhada que o Senhor lhe colocou para trilhar! Encontramos muitos líderes nos dias atuais que estão desanimados com suas igrejas. Se tiverem esposas perseverantes e que seja o apoio necessário para minimizar as lutas diárias, esses homens terão forças para continuar. Gostaria de incentivá-las a investir no seu esposo e filhos com tudo que possui, pois o seu trabalho não será em vão e no futuro receberá a recompensa por tudo o que tem passado. São mulheres valorosas e escolhidas para estar compartilhando dos sofrimentos ministeriais com o seu esposo, portanto, devem prosseguir, olhando mais para as bênçãos recebidas do que os sofrimentos enfrentados.

Escrito por Valéria Maria Barreto Motta dos Santos
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